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29 março 2009

Frango em Sampa - Parte 3

Como tudo que é bom vem em trilogia, vamos à última arte da minha escapulida para Sampa. Fiquei de contar da feira, né? Então vamos a ela...

 Se bem que nem tem muita coisa pra falar. Sabe como é o esquema de uma feira, com estandes por todos os lados e pessoas apresentando? Pois é, foi exatamente assim que aconteceu.

 Só tinha um problema em tudo isso. As pessoas que foram na feira tinham, em média, 12 anos. Eram uns pintinhos ainda, coitados. E como a gente explica um projeto de química pra quem nem nunca viu isso? A gente teve que usar toda a lábia pra convencer os pivetinhos que nosso trabalho era algo interessante.

 E acho que a gente conseguiu. Mas a gente não foi tão popular quanto os estrangeiros do Mercosul. Toda hora tinha alguém no estande deles, tentando conversar em espanhol, as meninas se jogando em cima dos caras... ah, porque uma coisa dessas não acontece comigo?

 Mas talvez o fato mais marcante da feira tenha sido o lanche. Sim, a gente ganhava lanche lá pra 5 da tarde, fornecido pelos patrocinadores do evento. E sabe quem era o principal patrocinador? O Doritos...

 Sabe aquela propaganda de: “Quer dividir alguma coisa com os amigos? Divide um Doritos”? Pois é, se quiser dividir alguma coisa, NÃO divida um Doritos. Na verdade eu até gosto dele, com uma coca bem gelada e quando eu tô com vontade de comer. Mas ter o mesmo salgadinho todo dia é tenso!

 Eu não quero ver aquela embalagem vermelha tão cedo. E olha que tem a promoção para ganhar 365 dias de Doritos... aaaaaaaarrrrrrgggggggghhhhhhh. Tenho ânsia de vômito só de pensar nisso.

 E imagina o que eu ganhei de recordação das simpáticas franguinhas da Venezuela? Um pacote de Doritos “Queso nacho”... eu mereço, né?

Isso não é um publieditorial (infelizmente)... e você já está seguindo o frango no tuíte?

25 março 2009

Frango em Sampa - Parte 2

Eu ainda tava no avião quando comecei a ficar intimidado. Nunca tinha visto tantos prédios juntos. E cada um tinha um heliponto em cima. Como eu estava voando bem baixinho, deu pra perceber isso... aliás, quem foi o esperto que construiu um aeroporto no meio da cidade?

 Esse infeliz só podia querer causar um acidente. E causou, né? Aliás, eu passei na frente do terreno baldio onde o prédio ficava. Foi a primeira coisa que eu vi em São Paulo, já em terra firme. Foi divertido...

 Tá, meio mórbido o que eu falei, mas deixa pra lá. A gente foi de van pro hotel e nem pegou trânsito no caminho. Pensando bem, que graça tem ir pra São Paulo e não pegar nem 10 km de congestionamento? A notícia mais importante de lá são os engarrafamentos quilométricos... e eu não vi nenhum. Droga!

 Mas sobre o que eu tava falando mesmo? Ah sim, o hotel. O hotel que a gente ficou era um senhor hotel. Se fosse eu que fosse pagar, aposto que ia ficar num albergue, mas como estava sendo bancado, ficamos em um hotel mega bonitão.

 Até então tinha esquecido que estava indo apresentar um trabalho e que a feira era do Mercosul. Eu disse até então porque quando chegamos ao hotel encontramos um grupo de colombianos. E eles vieram todos felizes falando “hola” e coisas do tipo. Eu falo um espanhol aceitável (entenda-se ruim, mas que ultrapassa o bom e velho portunhol) e retribui e comecei a conversar com eles.

 Só que eles acharam que eu era expert no idioma e começaram a falar rápido demais... eu, é claro, fiquei perdido. E foi assim os outros dias todos. O pior (ou melhor, dependendo do ponto de vista) de todos foi assistir futebol com os uruguaios. São Paulo x Defensor.

 Eu nem gosto muito do São Paulo, então fiz coro com a torcida deles. Só que eles aprenderam algumas palavras típicas do português brasileiro e foram xingar usando elas. O melhor xingamento de todos foi: “Hijo de uma piriguete”.

 E quanto à feira? Esse é o tema do terceiro e último post sobre Sampa!

21 março 2009

Frango em Sampa - Parte 1

É sempre bom escapulir um pouco do galinheiro e visitar um lugar legal. Quando você não tem que gastar nenhum centavo para isso é bem melhor. E tudo isso com a oportunidade de conhecer um povo de outros estados e de outros países. Foi esse o resumo da minha ida para Sampa. Mas vamos situar o pobre leitor...

 Eu estava no galinheiro, amuado por causa das aulas intermináveis de “Como ser um galo” com aquele velho babão, quando recebi um e-mail de um frango amigo meu: “opa, vamos pra São Paulo semana que vem? A gente tem que apresentar um trabalho, tudo pago... vamos?”

 Precisa pensar antes de aceitar uma proposta dessa? Sair desse galinheiro e ir parar em uma mega granja é uma oportunidade de ouro. Ainda mais de graça. Ou seja, topei na hora e já mandei minhas informações para a inscrição.

 Só tinha um problema nessa história. Aves normais costumam voar quando querem chegar a algum lugar. Mas alguém já viu um frango voando? Frangos são tão inúteis quanto pinguins e avestruzes. Ou até mais, já que não conseguimos nem nadar nem correr rápido.

 Devido a minha incapacidade, no mínimo eu ia ter que ir andando. Foi quando me avisaram que a gente ia voando sim. Mas de avião... nem sei como me deixaram embarcar, já que é proibido levar animais a bordo. Se bem que o lanchinho vagabundo que me deram foi pra compensar isso, tenho certeza...

 Durante todo o caminho fiquei olhando pela janelinha procurando ver a cidade. Mas nem de longe me preparei pra magnitude daquele lugar. Não dava pra ver o final dela na linha do horizonte... foi assustador.

 Imagina um frango no meio daquilo tudo?

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Sim, tô de volta... vô fazer um relato da viagem durante a semana. São histórias baseadas na vida real... ou não =P