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10 setembro 2009

Porque a humanidade não deu certo

Se você morasse em Pinheiros, com certeza você saberia a resposta. Afinal, é lá que estão as pessoas mais estranhas do mundo. E elas parecem se aglomerar dentro do Pão de Açúcar, rodar a Teodoro Sampaio e, no fim, sempre param para conversar com uma figura baixinha e careca que mora na região.

Rob Gordon é o nome desse curioso personagem. Aliás, ele é quase a reencarnação do Murphy. Os estranhos o param para trocar ideias, sua lasanha semi-pronta cria vida e o ataca, o fantasma do seu apartamento falta expulsá-lo de casa. Isso sem se esquecer da Besta-Fera, que é o dono do Rob e do aquecedor. Dizem por aí que ele gosta mais do aquecedor, mas são só boatos...

Agora vocês (2) leitores desse humilde galinheiro devem estar pensando: Pra que raios esse frango está falando de um careca de São Paulo? Porque hoje é o #robgordonday. O Rob tá fazendo 34 anos num corpinho de... err, 34. E como eu curto o blog dele antes mesmo do nascimento do galinheiro, uma homenagem no dia do aniversário é mais que merecida.

E olha que eu nem conheço o cara. O máximo de contato são alguns twitts trocados e coisas do gênero. Mas quer saber de uma coisa? Fodas, o blog dele é muito bom e tem um conteúdo mega diferenciado. Aliás, os blogs. Se no Championship Vinyl ele se transforma em Rob Gordon e floreia um pouco seu dia a dia, o Championship Chronicles é a área da literatura mais livre. Vale a indicação!

Se o Rob sempre elogia o nível de seus leitores, é hora deles tentarem retribuir. Mesmo que seja com um texto meia boca como esse. Deixo aqui minhas saudações galináceas de um feliz aniversário. E para coroar, nada melhor que um clássico Top 5 de post recentes que são ótimos, pois minha memória de ave me impede de lembrar dos mais antigos...

5 - Ensaio sobre a cegueira - porque não é só de casos engraçados que o Champs vive. Às vezes é necessário uma reflexão sobre aquilo que está sendo feito e vivido. Twitter vs. Blogs. Substituição? Extinção? #mimimi?

4 - As duas faces de um cão: O bem e o mal - O dono da casa tem que ter voz de vez em quando, não é mesmo? E nada melhor que observar duas faces da Besta-Fera completamente diferentes e complementares.

3 - Citações e Referências - Escrever sobre cinema deve ser ótimo. Quando você brinca com frases famosas do cinema em um post fantástico tudo fica muito mais interessante!

2 - Tem dias que o Post tem que vir - todo mundo passa por um bloqueio. Eu fiquei um bom tempo sem postar aqui por simples falta de ânimo com a minha incapacidade de escrever alguma coisa que prestasse. Assumir isso é mostrar seu lado humano, mostrar que sim, tem dias que você tem que fazer força para o post sair.

1 - A Varanda Sistina - Até Michelangelo teria pesadelos depois de ler esse texto.

Bem, uma homenagem bem simples para os 34 anos do Ri... Rob Gordon. E como diia meu avô, ano que vem a gente comemora mais uma colheita de abóboras. Tá certo que eu nunca consegui entender essa frase, principalmente porque ele nunca plantou nada na vida. Onde raios entram as abóboras? Ô fase...

Ai que preguiça desse texto, vou ali me desligar

06 setembro 2009

Reflexões de um frango no cio

Para quem imaginou que eu passei a última noite com a gorda, eu sinto muito frustrar todas as expectativas. Eu acabei dormindo na praça que tem aqui no galinheiro. Me senti tão Bruno e Marrone... e sabe o que é o pior de tudo? Ainda não consegui encontrar aquela galinha gostosa que morava no poleiro em cima do meu.

Imagina só se ela tiver sido mandada embora, se ela tiver fugido? Meu Deus, imagina se ela tiver sido comida? Tá, se ela tivesse sido comida por mim eu nem reclamaria. Mas imagina só o que o granjeiro pode ter feito com ela... ensopado, galinha assada, canja, molho pardo, com quiabo. São milhões de possibilidades.

E ela é tão gostosa que aposto que até aquele infeliz deve achar isso. Se ela nunca mais for aparecer, eu juro que me suicido. Vou amarrar uma corda no meu poleiro, colocar no meu pescoço e pular. Isso, é claro, quando eu tiver um poleiro de volta.

Eu fiquei fora um mês. Significa que eu fiquei pelo menos um mês sem pegar galinha nenhuma. Somando isso com o tempo que eu já estava na seca... é, tá tensa a situação. Eu nunca fui “O pegador” da granja, mas pelo menos dava pro gasto. Mas durante todo esse tempo eu tinha a minha musa a me inspirar. Se eu fiquei com outras galinhas, foi para ganhar experiência para quando fosse a vez dela.

E agora ela simplesmente desaparece. Como diria a Maísa: “Meu mundo caiu”. Eu tô quase explodindo de testosterona e não tem ninguém para eu descarregar. Aliás, frango tem é testosterona mesmo? Ah, fodas... o que importa é achar aquela galinha gostosa e levá-la pro meu poleiro pra gente poder...

Espera um pouco. Se eu continuo sem poleiro, então vou levar ela pra onde? Motel nem é opção porque eu tô duro (insira sua piadinha de duplo sentido aqui). Podiam é me dar um poleiro de casal, King Size, com molas, e um espelho no teto. Ia ser um sonho...

Enquanto isso, eu continuo dormindo na rua e pensando na galinha dos meus sonhos. Ah se ela aparecer por aqui...

03 setembro 2009

Se arrependimento matasse...

Já me arrependi de ter voltado. Chegar ao galinheiro e ver, em primeira mão, o quanto aquela galinha gorda e nojenta engordou na sua ausência não é algo agradável. Se ela já parecia um botijão de gás antes, agora ela está muito mais parecida com um filhote de orca.

Mas o pior de tudo foi ela vir correndo na minha direção, com os braços abertos, pronta para me abraçar. Eu ia fazer o que? Disfarcei, virei na esquina e fingi que nem a vi. E nem venha me dizer que isso foi feio da minha parte. Feia é aquela gorda extra size.

Mas foi só eu terminar de virar o quarteirão que eu encontro aquele velho caquético. Vocês não conseguem imaginar a alegria dele ao me ver. Ele me recebeu com uma bela bengalada na cabeça, começou a gritar que eu estava um mês atrasado no meu treinamento e que queria que eu voltasse para o serviço em meia hora.

Tem coisas que parecem que nunca vão mudar por aqui. A mesma gorda, o mesmo velho... me sinto nA Praça é Nossa. A única coisa diferente é que parece que reformaram o pavilhão de poleiros onde eu morava. Tá mais bonito, com uma pintura bonita e novos poleiros.

Tudo estava parecendo conspirar ao meu favor. Foi quando eu descobri que o granjeiro também percebeu que eu sai de férias, mas aposto que ele achou que eu tinha morrido por aí. Meu poleiro estava trancado. Quando eu bati, uma galinha de pescoço pelado veio me atender.

Eu não consegui prestar atenção no que ela falou. Não tirava meus olhos daquele pescoço tenebrosamente feio. Ela falou alguma coisa sobre ser nova no galinheiro, em ter um frango novo em treinamento, em terem me despejado dali. Sei lá, não entendi muito bem o que ela falou. Aquele pescoço era a coisa mais depenadamente feia que eu já vi em toda a minha vida.

Acabei saindo de lá meio ressentido. Saí por apenas um mês e já me tiram de casa. Tenho duas alternativas: ou durmo na rua ou peço arrego pra gorda. Nem precisa falar o que eu vou fazer, né?

01 setembro 2009

Lar doce lar (ou "O post emo")

Nada melhor que voltar para casa. Está para ser criada uma sensação melhor que a de avistar a porteira do seu próprio galinheiro e saber que sim, você realmente retornou. Ainda mais depois de uma viagem despretensiosa, na qual você teve muito tempo para pensar no que fazer daqui pra frente.

Tá certo que foram umas férias meio forçadas, mas eu estava realmente precisando. Tava cansado de tudo: dos problemas galináceos diários, da inconsistência do granjeiro, da perseguição da galinha gorda, das pressões em ser sempre o garanhão reprodutor desse lugar. Uma hora simplesmente você não agüenta mais...

Então eu fui lá, fiz as malas, dei um tchau pro meu poleiro e sai com a ideia de não voltar tão cedo. Dei uma última olhada para trás e parti. Bem, como vocês devem ter percebido, fiquei quase um mês desaparecido, rodando por aí, conhecendo frangas interessantes, discutindo ideias, pensando.

Só que uma hora a saudade começa a bater. Pensa comigo... já estou aqui no galinheiro há um ano e meio. Claro que eu já passei por muitos problemas aqui dentro, mas não dá pra negar que os momentos bons foram simplesmente fantásticos. Eu lembro quando apareci aqui pela primeira vez, foi dia 27 de janeiro de 2008. Faz um tempão já...

Nessa época eu era quase um pintinho. Comecei com umas reflexões muito avulsas, porém divertidíssimas. Desde então todo mundo pode acompanhar o meu crescimento. Já acompanhei Olimpíadas, já peguei gripe aviária, escrevi pro Papai Noel, fiz promessas de ano novo, já pequei bastante, discuti assuntos polêmicos, viajei pra São Paulo, aproveitei alguns feriados, fiquei excitado e fui parar em contos de fadas.

Foram 50 posts desde então. Uma produção medíocre se comparada a qualquer outro blog por aí. Mas nenhum deles tem o charme do galinheiro. Nenhum deles tem um personagem tão carismático quanto eu. Senti a falta dos meus leitores. Sim, eu tenho leitores que ficaram perguntando por onde e estava.

Quer saber de uma coisa? Essas férias me fizeram muito bem. Preparem-se para uma overdose de entretenimento nesse galinheiro a partir de agora. Setembro começa a todo vapor e vai ser assim. Estou pronto para mais 1 ano e meio antes das próximas férias.

Sejam todos muito bem vindos de volta ao galinheiro. Ele está de portas abertas novamente. Só não me tragam milho de presente, por favor...

03 agosto 2009

PROCURA-SE

Granjeiro desaparecido desde o dia 13 de julho. Foi visto pela última vez escrevendo um conto de fadas e nunca mais voltou para me dar comida. Estou com fome. Se alguém vir ele por aí, favor entrar em contato comigo por e-mail.

Eu nunca o encontrei, então não posso dar maiores detalhes físicos. Porém ele é facilmente reconhecível por seu humor idiota e sarcástico. Tem uma obsessão por oferecer milho como comida e cisma em deixar aquela galinha gorda cheia de celulite viva. Ele deve ter alguma tara por ela, só pode ser... Se não for tara, só pode ser pena de matar aquele ser tão horrendo. Eu teria pena de matar um exemplar tão único. É tipo um ornitorrinco. Feio, porém raro.

Voltando ao sumiço do granjeiro, dizem por aí que ele está com uma extrema falta de criatividade e por isso não está passando aqui. Quem o encontrar, favor perguntar se esse é realmente o problema. Se for, diga a ele para ir se fuder, deixar de frescura e escrever alguma coisa. E diga exatamente com essas palavras, por favor. Ele merece.

E não tem recompensa para quem achá-lo, principalmente porque eu não ganho nada para estar aqui. Eu sou o único que trabalha direito nesse lugar e a única coisa que eu ganho é a hospedagem e a comida. Mais nada. Eu sou despertador, garanhão reprodutor e aspirante a galo de sucesso. E nem por isso eu recebo um mísero salário. Portanto, quem o encontrar, favor cobrar alguma coisa dele...

Pronto, anuncio feito. Quando ele aparecer, prometo que eu o obrigo a passar por aqui mais vezes. E não vai ser de uma maneira muito boa que eu vou fazer isso...